A verdadeira cidadania

A verdadeira cidadania

Tempos estranhos. Diante de tantos bombardeios de opiniões, acusações, é preciso olhar mais para si do que para o outro.  Onde estamos, o que fazemos sobre, como nos colocamos, mas principalmente qual é o nosso papel nessa situação, inerente as condições externas.

Quero trazer a reflexão do nosso papel como cidadão. A origem da palavra cidadania se originou do latim civitas, que significa literalmente “cidade”, pois é diretamente relacionada com as pessoas dos centros urbanos. É o habitante da cidade que tem o direito de gozar de seus direitos civis e políticos, ou no desempenho de seus deveres para com este. O cidadão ao ter consciência e exercer seus direitos e deveres está praticando a cidadania. 

A dualidade política que assola nosso país tem ferido esse papel do cidadão. Pois a disputa faz com que os valores ideológicos de grupos estejam acima do interesse coletivo. A discussão é útil para reflexões de qualquer democracia, contanto, se a sua postura não beneficiar toda a diversidade de cidadãos, estamos sendo antagônicos a cidadania.

O outro ponto fundamental é sobre a consciência dos nossos deveres como cidadão. Entre eles estão: respeitar os direitos sociais de outras pessoas, educar e proteger nossos semelhantes, proteger a natureza, o patrimônio comunitário, o patrimônio público e social do País.  Por isso, o cidadão é o principal protagonista das políticas sociais que realmente fazem a diferença na sociedade. As boas novas é que nosso país é hoje a quinta posição entre os países com maior número de voluntários. De acordo com o World Giving Index 2017, um em cada cinco brasileiros faz trabalho voluntário, totalizando o engajamento de 33 milhões de pessoas. É um número significativo que merece ser ressaltado. Somos muitos tem feito o trabalho na base da pirâmide, apesar de todas as adversidades e mudado nossa realidade dia a dia. Valorizar e apoiar os trabalhos desses verdadeiros cidadãos, me parecem agora o que há de mais sensato e eficiente.

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